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Michel Pollan na Flip

“Coma comida. Principalmente plantas. Não muito.” Com seu estilo direto, o premiado escritor e ativista norte-americano Michael Pollan, autor convidado da Flip 2014, discute em seus livros as implicações políticas e éticas de cada refeição que fazemos.


Pollan fez fama com suas campanhas contra junk food, a agricultura predatória e o agronegócio, que contribuem para a degradação da alimentação no dia a dia. 


“Não coma nada que a sua avó não reconhecesse como comida”, diz uma de suas bem-humoradas “regras da comida”. “Não é comida se entrou pela janela do carro”, diz outra. Em O dilema do onívoro e Em defesa da comida, Pollan faz verdadeiros manifestos pelo retorno à alimentação saudável. Para ele, a questão depende mais de quem está cozinhando (você ou um robô industrial?) do que deste ou daquele ingrediente.


Política, ciência e história se entrelaçam num prato de comida. “A refeição familiar é o berçário da democracia”, escreve Pollan. “É onde ensinamos a nossos filhos os modos para viver em sociedade. Ensinamos como partilhar. Como esperar a sua vez. A argumentar sem brigar nem insultar as outras pessoas. Eles aprendem a arte da conversação adulta.”


Conversar à mesa e cozinhar a própria refeição, de preferência com amigos e família, são para Pollan alguns dos gestos necessários para mudar a vida nos EUA, país que ele chama de “a república dos obesos”. 


Se em Botany of Desire [botânica do desejo] Pollan investigou o próprio jardim, em Cooked o território a ser explorado é a sua cozinha. Pollan narra as suas tentativas de executar receitas clássicas a partir de cada um dos quatro elementos – do fogo de um churrasco na Carolina do Norte ao ar que faz o pão crescer – e também os microrganismos que nos dão o queijo, a cerveja e o picles. 


Ainda sem título em português, Cooked será lançado no Brasil pela Intrínseca, durante a Flip 2014.

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