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Flipinha anuncia convidados

Entre 30 de julho e 3 de agosto, a Flipinha contará com a presença de 9 escritores e 6 ilustradores, que participarão da Ciranda de Autores, uma das mais concorridas atividades da programação da Flip voltada ao público infantil. 


A Flipinha é a principal ação educativa da Associação Casa Azul, entidade que realiza a Flip. Além da programação dos cinco dias de festa, realiza ações permanentes com o objetivo de estimular a leitura e a criatividade entre as 13 mil crianças e jovens matriculados nas escolas públicas e particulares de Paraty. Para isso, oferece atividades durante todo o ano na Biblioteca Casa Azul. Desde março de 2013 sua programação já recebeu 1.896 participantes.


Autores que estarão na Flipinha

Para esta edição, a programação traz uma série de autores com temáticas muito diversas. O teatro e o cordel se encontram na obra Othelo e Desdêmona, o mouro de Veneza em cordel, uma adaptação de Arievaldo Viana de uma das mais emblemáticas peças de Shakespeare. Outras obras que se aproximam da temática nordestina são Cordel da Candelária e Cordel das cavalhadas, da escritora Sandra Lopes, com ilustração de Luciana Grether Carvalho, também convidada desta edição.


Os contos de fadas estão presentes no livro Felizes para sempre, do ator e escritor Augusto Pessôa, no qual ele mistura seus próprios personagens aos clássicos da literatura infantil – Cinderela, a Bela e a Fera, e a Moura Torta (de Monteiro Lobato). Também nos contos de fada se inspira Rosana Rios em O monstro monstruoso da caverna cavernosa, que traz uma princesa entediada e um príncipe atrapalhado.


Em seu trabalho, Fábio Sombra resgata histórias e lendas rurais e da floresta em livros como Arara, tucano, bordados no pano e De onde nascem as histórias: uma lenda do povo Zulu. Mitos brasileiros estão presentes também nos livros dos autores Mario Bag, como Mentiras caipiras e Mitos e lendas do folclore do Brasil, e Roni Wasiry Guará, que recria a cultura indígena em obras como Caíçú Indé: o primeiro grande amor do mundo.


Socorro Acioli, que acaba de estrear na ficção adulta com o livro Cabeça do Santo, publicado pela Companhia das Letras, também integra a lista de convidados. Em A bailarina fantasma, narra a história de um arquiteto contratado para reformar o Theatro José de Alencar, que durante seu trabalho se depara com o fantasma de uma antiga bailarina do teatro. 


A literatura clássica brasileira marca sua presença com Marilda Castanha, autora de O delírio: cap. VII de memórias póstumas de Brás Cubas e de Agbalá: um lugar continente, sobre a história dos negros no Brasil. Nelson Cruz também faz uma referência à literatura nacional no livro A máquina do poeta, que narra a história da amizade entre o poeta Carlos Drummond de Andrade e o escritor Mário de Andrade.


Outros convidados da Flipinha são Bia Bedran, autora de O menino que foi ao Vento Norte e O palhaço BiduimLeo Cunha, que publicou os livros Haicais para filhos e pais e Ninguém me entende nessa casa! Luís Dill, autor de O dia em que Luca não voltou e Decifrando Ângelo, e Laura Teixeira, autora de Água de pegarLetra de formaNúmero de circo, e ilustradora de Diário de um netoDaniel Kondo é outro ilustrador que marca presença no evento, seus desenhos estão em Contos das quatro estações e Domingão joia


Formação de professores

A Flipinha é bem mais do que a programação literária voltada às crianças durante os dias da Flip. Sua ação começa antes mesmo da festa, em um esforço conjunto de estímulo à formação de leitores. É quando a Casa Azul, já no início do ano letivo, promove encontros com professores das escolas públicas e particulares da região, e com alunos do curso de magistério. 


Neste ano, o primeiro desses encontros aconteceu na segunda semana de março, com as oficinas de apresentação do Manual da Flipinha. Conduzidas pela professora e escritora carioca Anna Claudia Ramos, têm como meta dar subsídios aos professores, levando-os a tirar o máximo proveito das informações sobre a vida e a obra dos autores programados para a próxima Flipinha, para que trabalhem esse conteúdo com os alunos em sala de aula.


“A Flipinha só tem sentido na programação da Flip na medida em que envolve de fato as crianças da cidade”, afirma a curadora Gabriela Gibrail. “O ponto de partida para tornar isso uma realidade é a implicação dos professores, para que trabalhem em sala de aula os conteúdos da Flipinha”, completa.

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