notícias

a festa

Flip 2014: dia 2

Criada em 2009 para discutir o papel do urbanismo na construção de uma cidade mais democrática, acessível e igualitária, a mesa Zé Kléber - "Da cidade à cidadania" deste ano contou com os brasileiros Paula Miraglia e Jailson de Souza e Silva e a sul-africana Rene Uren. Especialistas no setor público, discutiram a segurança enquanto bem comum e modos de tornar a sociedade menos violenta.


Em seguida, o poeta marginal Charles Peixoto, a jornalista Eliane Brum e o humorista Gregorio Duvivier evocaram, na mesa "Poesia & Prosa", a importância da palavra para a reinvenção do mundo e do cotidiano.


O curador Paulo Werneck abriu a mesa "Os possessos" celebrando a “alegria de ouvir o idioma russo pela primeira vez nessa tenda", referindo-se a Vladímir Sorókin, primeiro russo a participar de uma Flip. Junto com a norte-americana Elif Batuman, falaram sobre a tradição literária daquele país.


Eleanor Catton, 28, e Joël Dicker, 29, representaram a nova geração de premiados escritores na mesa "Fabulação e mistério", em que discutiram os novos desafios do meio editorial, as respectivas estratégias para prender o leitor e as particularidades de se fazer sucesso cedo.


Na mesa "Paraty, Veneza no Atlântico Sul", o arquiteto Paulo Mendes Campos e o crítico de arquitetura italiano Francesco Dal Co teceram reflexões em torno da cidade como conflito, pensando a arquitetura como porta de entrada para uma reflexão necessária sobre a cidade.


A programação do segundo dia finalizou com uma conversa sobre amizades intensas na mesa "Porque era ele, porque era eu". Mathieu Lindon falou sobre sua relação com Michel Foucault e Silviano Santiago, com o jornalista Ezequiel Neves.


A mesa "Construindo políticas públicas para a leitura" abriu a FlipMais deste ano, expondo as dificuldades enfrentadas no incentivo à leitura, seguida dos hermanos Damián Tabarovsky e Leopoldo Brizuela na conversa sobre a literatura argentina, na mesa "Mano a Mano". O hai-kai ganhou os holofotes na mesa “Versos de risco: do hai-kai à poesia marginal”, com Adriana Calcanhotto e Charles Peixoto; e, na mesa "Tradução in translation", Daniel Hahn, José Luiz Passos, Paulo Henriques Britto e Sam Byers discutiram os desafios da tradução. A noite terminou com exibição do filme Jards, de Eryk Rocha.


Na Flipinha, o destaque ficou por conta da mesa "A arte de escrever", com os escritores Luís Dill e Socorro Acioli. Na FlipZona, a mesa "Sociedade e Literatura", com o escritor Ferréz, teve lotação máxima. O escritor falou aos jovens sobre a desvalorização da educação e a importância de se posicionar politicamente.

share
Logo da Casa Azul