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Fala do mediador: Teté

A jornalista Teté Ribeiro, editora da revista "Serafina", da Folha de S. Paulo, lembra como foi a mesa "Livre como um táxi", com o paquistanês Mohsin Hamid e o brasileiro Antonio Prata, da qual foi mediadora na Flip 2014. 


"A conversa passou pela obra e pela vida pessoal de ambos sem que nenhum tenha saído como o protagonista e outro, o coadjuvante. Teve aplauso no meio, muitos risos na plateia, e acho que o público tenha se divertido e conhecido um pouco do jeito do Mohsin de pensar e escrever – apesar de terem ido, acredito, mais pelo Antonio Prata, um escritor conhecido do público. 


Antes de começar, Mohsin me perguntou se tudo bem mesmo ele ler o trecho inicial de seu novo livro, Como Ficar Podre de Rico na Ásia Emergente, que tinha um pouco de ‘profanidade’. Eu disse que sim, e ele leu. 


Em seguida, veio uma pergunta do público sobre o conto ‘Blowing in the Wind’, do Antonio Prata, em que ele conta como seu pai explicou a ele, menino, como era normal as mulheres 'chuparem o pinto' dos homens, e que a avó dele fazia isso no avô, a madrasta no pai, a mãe no padrasto. A plateia riu muito, e Mohsin ainda mais. 


Achei a Flip desse ano muito boa, tinha um ótimo mix high low. Como jornalista, estava especialmente interessada nas mesas dos colegas de profissão. Gostei mais dessa Flip que de outras por motivos óbvios: fui convidada a mediar pela primeira vez, e minha profissão estava no centro das discussões mais relevantes. Minha mesa preferida foi a do Michael Pollan.”

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