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Lydia Davis vence Man Booker International Prize

Em cerimônia realizada no Victoria & Albert, em Londres, na última quarta-feira (22/5), a escritora Lydia Davis foi premiada com o Man Booker International Prize 2013. A cada dois anos o prêmio é dado a um autor vivo em reconhecimento a uma “realização da ficção mundial” publicada em inglês ou traduzida na língua e acompanha o valor de R$ 186 mil. O júri, composto por Elif Batuman, Aminatta Forna, Yiyun Li e Tim Parks, elogiou a habilidosa eficácia e a profundidade de sua escrita – que apesar de curta, exige tempo, talento e esforço.


Para o presidente do júri, Christopher Ricks, a escrita de Davis, em vez de “pouco esforçada”, como já foi considerada, alcança muitos braços e não há categorização para os seus textos. “Já foram chamados de histórias, mas também poderiam ser miniaturas, anedotas, ensaios, piadas, parábolas, fábulas, textos, aforismas, orações ou mesmo simples observações."


Suas poucas linhas servem como porta para mundos maiores e para outras narrativas, como se pode observar em qualquer uma de suas nove coletâneas de histórias. Davis, autora também de The End of the Story (2004), conta que alguns de seus pensamentos ou reações, aqueles que posteriormente ela transforma em histórias, são muito breves e é justamente disso que gosta. Atualmente ela é professora de escrita criativa na Universidade de Albany, em Nova York.


A primeira edição do prêmio, em 2005, foi responsável por distinguir o escritor albanês Ismail Kadaré; o romancista nigeriano Chinua Achebe foi premiado em 2007, a canadense Alice Munro em 2009 e o americano Philip Roth, dois anos depois.

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