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FlipMais analisa política pública de incentivo à leitura

Com seu propósito de analisar e debater a literatura no país, a FlipMais realizou na tarde desta quinta (7) um debate sobre as políticas públicas de incentivo à leitura. 

O encontro foi promovido pelo Instituto C&A na Casa da Cultura e reuniu Renato Lessa, presidente da Fundação Biblioteca Nacional, José Castilho, secretário-executivo do Plano Nacional do Livro e Leitura, e Bernadete Passos, da Associação Casa Azul, que organiza a Flip.

Lessa abriu a discussão lembrando que a política do livro passa por um momento de redefinição no país, já que a Biblioteca Nacional não é mais a responsável pela política pública do setor, função que voltou para o Ministério da Cultura neste ano.

Para Lessa, essa é uma decisão política que ajuda a recompor o patrimônio institucional perdido com a extinção do Instituto do Livro no governo Collor. Para ele, a política pública da área deve ser permanente e ter objetivos definidos. "Além de política pública, precisa ser uma política de Estado", afirmou.

José Castilho falou em seguida sobre o caminho "tortuoso, errático e cheio de altos e baixos" do Plano Nacional do Livro e da Leitura. Para o representante do MinC, a aprovação do Plano é importante para que as políticas públicas do setor não fiquem a mercê do governo do momento.

Castilho lembrou dos quatro eixos que guiam o Plano: democratização do acesso à leitura, fomento à leitura e à formação de mediadores, apoio à cadeia produtiva e valorização institucional da leitura.

Bernadete Passos, da Associação Casa Azul, guiou sua fala na direção da necessidade de as políticas públicas serem compreendidas e postas em prática pela base da cadeia, os municípios.

Com atuação em gestão pública, Bernadete contou da experiência da Flip em Paraty, na qual, além dos cinco dias de festa, mantém durante todo o ano programas de incentivo à leitura por meio de bibliotecas e de ações com escolas e professores.

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