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Flip refletiu momento do país, afirmam organizadores

Em encontro com a imprensa neste domingo, os organizadores da Flip fizeram um balanço dos cinco dias da festa, que reuniram entre 20 mil e 25 mil pessoas em Paraty. O ponto alto, segundo eles, foram as discussões políticas pautadas pelas manifestações que tomam o país desde junho.

Segundo Miguel Conde, curador desta edição, as três mesas extras sobre as manifestações enriqueceram o debate da Festa, que teve como homenageado Graciliano Ramos, autor pautado por “preocupações políticas na sua obra e pelas implicações do lugar do intelectual no Brasil.”

O curador também elogiou a variedade maior de formatos das mesas na Tenda dos Autores, com entrevistas e exibição de vídeos. “O encontro com Eduardo Coutinho foi uma das grandes mesas, um espaço de discussão intelectual”, disse Conde. “Um assunto denso com formato informal.”

Liz Calder, idealizadora da Flip, adiantou detalhes do primeiro Flipside Festival, que acontece entre 4 e 6 de outubro na Inglaterra. Doze artistas brasileiros, entre escritores e músicos, participarão do encontro, entre eles Milton Hatoum e Adriana Calcanhotto.

Entre as novidades da Flipinha, Izabel Costa Cermelli, a Belita, diretora-executiva da Associação Casa Azul, organizadora da Flip, contou que 12 autores infantis foram a 18 escolas de Paraty para conversar com alunos. A Flip também distribuiu 3.000 livros aos meninos da cidade. Já a FlipZona organizou dez oficinas durante a Flip, além de ações durante todo o ano.

Mauro Munhoz, diretor-presidente da Flip, adiantou que a Flip 2014 deve acontecer em agosto, por conta da Copa do Mundo, e que o autor homenageado já está em processo de escolha com três nomes fortes: Mário de Andrade, Rubem Braga e Lima Barreto.

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