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Autores têm encontro com seus tradutores na FlipMais

Os desafios de verter textos do português para outras línguas guiaram mesa da FlipMais na tarde desta sexta (5), na Casa da Cultura.

Promovido pela Fundação Biblioteca Nacional, o encontro reuniu os escritores Michel Laub e Ronaldo Wrebel e os tradutores Dominique Nédellec e Vicenzo Barca. Nedelléc traduziu Diário da Queda, de Laub, para o francês, enquanto Barca foi responsável pela versão italiana de Traduzindo Hannah, de Wrobel.

“Não sei por que alguns livros meus são traduzidos e outros não”, disse Laub no começo da mesa. “Talvez Diário da Queda tenha um tema mais universal, pois trata da questão judaica. De qualquer forma, o contato com o tradutor nem sempre acontece.”

“A resposta cultural em outros países também é diferentes, há novas leituras”, continuou. “Não espero que sejam visões iguais, e isso é muito interessante. Tradução obriga o autor a repensar no que escreveu e a perceber nuances no texto.’

“Meu livro foi compreendido de formas diferentes lá fora”, acrescentou Wrober, que também escreveu sobre a questão judaica. “Os alemães, que tem uma relação sensível com o passado recente, centraram foco na repercussão do Holocausto na América Latina, algo que era novo para eles. A tradução nem sempre é semântica, é quase espiritual.”

Barca contou que teve dificuldades ao traduzir os termos em ídiche e hebraico que Wrobel utiliza, porque eles são diferentes em italiano e em português. E revelou que sentiu necessidade de acrescentar apenas duas “notas do tradutor”, pára explicar aos italianos quem foram Noel Rosa e Lamartine Babo.

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