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Jovem literatura portuguesa na Flip 2012

Considerada pela crítica uma das mais sensíveis e inventivas vozes da nova literatura portuguesa, agraciada com prêmios pelos quatro romances que escreveu, Dulce Maria Cardoso participará da décima edição da Flip, de 4 a 8 de julho. 

Editados em diversos países como Argentina, Brasil, Espanha, França, Holanda e Itália, seus livros têm sido objeto de estudo em universidades e apontam novos rumos para escrita lusófona. 

Seu romance de estreia Campo de sangue (2002), escrito com o apoio de uma Bolsa de Criação Literária do Ministério da Cultura, foi o vencedor do Grande Prêmio Acontece de Romance. Depois disso, a autora lançou Os meus sentimentos (2005), Prêmio da União Europeia para a Literatura, e Chão dos pardais (2009), Prêmio Pen Club. Entre estes dois últimos títulos, publicou uma coletânea de contos, Até nós, em 2008. 

O Retorno, último romance da autora, garantiu-lhe o Prêmio LER/Booktailors 2011 (categoria Prêmio Especial da Crítica). Com previsão de lançamento no Brasil em maio, o romance narra a história de uma família de retornados - portugueses que voltaram a Lisboa após a independência de Angola, em 1975. 

A descolonização foi um processo longo que deixou marcas profundas e um incômodo que impediu, ao longo de todos estes anos, a partilha e a discussão crítica das suas diversas dimensões. Neste aspecto, a (des)colonização persiste, como uma ferida em aberto. O retorno abrange o conjunto recente de obras literárias implicadas nesse exercício e constitui, por isso, um agente e um micro-retrato desse processo inacabado. 

A escritora nasceu em Trás-os-Montes (Portugal), em 1964. Passou a infância em Angola e hoje vive em Lisboa. É formada em Direito pela Faculdade de Direito de Lisboa, e já escreveu contos e roteiros para cinema. 

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