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Javier Cercas e Zoé Valdés na Flip 2012

Depois de Jonathan Franzen, Enrique Vila-Matas e Ian Mcewan, a coordenação da Flip anuncia mais dois autores de sua programação 2012. 


Os escritores de língua espanhola Zoé Valdés e Javier Cercas são os novos nomes confirmados para a tenda dos autores. 


"São dois escritores que, cada um à sua maneira, fazem da escrita um meio de interrogação crítica da história de seus países", sugere o curador da Flip, Miguel Conde. "O olhar que lançam sobre o passado procura compreender, ao mesmo tempo, como se constituiu o presente, criando narrativas conduzidas pelas inquietações do momento atual."

Mais sobre Javier Cercas


Traduzido em mais de vinte países, o espanhol Javier Cercas publicou cinco romances, afora livros de contos, ensaios e crônicas. Soldados de Salamina, sua obra mais conhecida, best-seller na Espanha, conquistou prêmios pelo mundo e ganhou adaptação para o cinema. 


Nascido em Ibahernando (Cáceres), em 1962, apaixonou-se aos quinze anos pela literatura de Borges. É professor de literatura espanhola na Universidade de Gerona, tradutor e colunista do jornal El País


Entusiasta da literatura norte-americana, Cercas é dono de um estilo particular: os protagonistas de seus livros costumam levar as características e às vezes o próprio nome do escritor. 


Quando apareceu no meio literário, sua escrita gerou comentários entusiasmados da parte de Mario Vargas Llosa, J. M. Coetzee, Doris Lessing ou Susan Sontag. 


Soldados de Salamina foi adaptado para o cinema em 2003, com direção de David Trueba. Em 2010, o autor venceu o Prêmio Nacional de Narrativa, na Espanha, com Anatomía de un Instante, seu livro mais recente. 

Mais sobre Zoé Valdés 


Zoé Valdés nasceu em Cuba em 1959 – ano da revolução – mas radicou-se em Paris nos anos 1990 e ali firmou-se como opositora contundente do regime de Fidel Castro. É autora de mais de uma dezena de romances, entre eles o premiado O todo cotidiano, publicado no Brasil em 2011. 


Estudou no Instituto Superior Pedagógico Enrique José Varona e na Faculdade de Teologia da Universidade de Havana, mas deixou ambos inconclusos. Entre 1984 e 1988, fez parte da Delegação de Cuba na Unesco. Trabalhou como diretora adjunta da revista Cine Cubano. Ao longo de sua carreira como escritora. recebeu, entre outros, o Premio LiBeraturpreis, Chevalier des Arts et des Lettres e o Premio de Novela Ciudad de Torrevieja. 


Em seu blog oficial, Valdés discute política, sociedade e literatura, com ênfase especial para a situação cubana. Em diversas ocasiões, criticou de forma voraz o escritor colombiano Gabriel García Márquez por seu apoio a Fidel Castro. 

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