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E não é que a abelha chegou a Quaraguá?

“O sapo comeu a abelha!”, grita o menino. Mas a menina retruca: “Não! A abelha foi pra Lua!”. E assim, com ideias que vão sendo estimuladas e logo captadas, aqui e ali, no meio da plateia, pela hábil mediadora Graça Lima, uma estranha história vai surgindo. É ela quem faz as ligações entre as partes, cria pontes entre acontecimentos, dá uma direção ao enredo, enfim, atua como a regente de uma orquestra que, em vez de sons, produz cenas e imagens.


Enquanto a história vai surgindo, dois não menos hábeis ilustradores, Andrés Sandoval (pintando o mural) e Daniel Bueno, ambos canhotos, munidos de canetas foscas usadas na arte do graffiti, enchem um painel no palco da Flipinha com traços rápidos, firmes. Surgem então as figuras que representam os tópicos principais do enredo. Desse modo, as crianças aprendem em tempo real, sem que os artistas precisem dizer uma só palavra, como trabalham essas pessoas encarregadas de criar o roteiro visual de uma história infantil. Os adultos, por sua vez, se divertem com as ideias que surgem no meio da criançada.


“Abelha não chega na Lua!”, intervém um menino maior. Silêncio. Como resolver esse impasse narrativo? Ivan, o rapaz do som, resolve intervir: “É lua de mel!” Pronto, tudo parece de fato solucionado com essa imprevista interferência de um adulto. Mas não é isso, exatamente, o que as crianças desejam. E então a Lua, onde a abelha de fato não pode chegar, convenhamos, é trocada por um planeta distante chamado Quaraguá. Seus habitantes têm quatro braços, anteninhas e gostam de rock. Ah, sim, eles também gostam de ler. A mediadora Graça não ia deixar passar um detalhe tão fundamental na Flip.

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