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Confirmada a vinda de Alejandro Zambra

Eleito em 2007 como um dos 39 melhores escritores de língua espanhola com até 39 anos (concurso voltado para jovens escritores promovido pela revista inglesa Granta), Alejandro Zambra confirma presença na décima edição da Flip, que acontece de 4 a 8 de julho. 


O autor, que é também professor de literatura na Universidade Diego Portales, em Santiago do Chile, vem para o lançamento da versão brasileira de seu premiado romance, Bonsái (2006). A história aborda a dimensão existencial da solidão, com personagens que se refugiam nos livros para escapar dela.

A obra foi adaptada para o cinema pelo diretor chileno Cristián Jiménez, que levou o filme a festivais como o de Cannes, Toronto e San Sebastián. O longa-metragem recebeu o prêmio de Melhor Filme Ibero-Americana na 29ª edição do Festival Internacional de Cinema de Miami (MIFF), realizada em março deste ano. “Bonsái não é só uma adaptação de um livro, mas uma obra cujo tema é o gesto literário, e na qual os livros exercem um papel que vai muito além de seu conteúdo”, afirma Jiménez.

Também poeta e ensaísta, Zambra é autor de dois livros de poesia, Bahía inútil (1998) e Mudanza (2008). Depois do sucesso de Bonsái, lançou mais dois romances, La vida privada de lós árboles (2007), e Formas de volver a casa (2011). Publicado no Chile e em outros países, o livro Não leia (2010) traz ensaios e crônicas do escritor selecionados pelo editor Andrew Braithwaite.

Apesar de o próprio autor brincar com o fato de que a atual fase de não fumante o fez escrever menos, ele conclui no momento três livros. Um de poemas, cujo título é Rascunhos, “mas poderia se chamar Conversas, já que os três personagens passam a vida falando sozinhos. É diferente do que fiz antes na poesia. Está entre a poesia e o teatro”, explica Zambra. 

O segundo livro é um ensaio, La literatura de los hijos, uma espécie de segunda parte do romance Formas de volver a casa, mas com outro formato. 

Sobre o terceiro, ao qual ele tem se dedicado mais, ele diz: “Eu o chamo, em tom de brincadeira, de meu primeiro romance não fumante. Ainda não tem título, então eu mal posso falar sobre ele. Quando o livro não tem título, para mim é como inexistente. Meu estado é como gravidez. Eu escrevi uma centena de páginas e posso adiantar que, apesar de conter ingredientes dos meus outros três romances, este é muito diferente de tudo que escrevi antes”.

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