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Cineasta recupera memórias da cidade em documentário

Foram três meses de produção e cerca de doze horas de filmagens, mas finalmente a cineasta Nena Gama está pronta para montar a primeira versão do documentário A memória de Paraty, coletânea de depoimentos de antigos moradores com histórias deliciosas sobre a cidade. Ela apresentou alguns trechos do filme no começo da tarde de domingo, durante a FlipZona, e depois convidou alguns dos protagonistas a contarem suas histórias.


Numa deliciosa sequência de depoimentos, apresentados no inconfundível estilo dos autênticos contadores de histórias populares, a plateia pode conhecer um pouco de como era a vida na cidade quando ainda não havia caminhos por terra para se chegar a ela. Como a mistura de ostra com palmito, uma invenção da culinária local, Paraty deve muito de seus costumes e sua cultura à circunstância de haver nascido entre o mar e a serra, formando assim um conjunto original e cheio de vida.


Histórias de assombração, casamentos que começaram no inocente namoro durante as cirandas, relatos que fazem o imaginário de tantas famílias e que, graças à iniciativa da cineasta, podem ser recuperados e preservados.


Os testemunhos recolhidos por Nena Gama representam o que era a sociedade local no primeiro terço e nas lembranças de seus moradores. Descendentes de pescadores e tropeiros, que vinham pela Estrada Real, a pequena mostra apresentada por Nena Gama permitiu vislumbrar o que vem por aí: o projeto é seguir colecionando e editando essas memórias, permitindo que as novas gerações se mantenham conectados às histórias de seus ancestrais.

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